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sábado, 23 de outubro de 2010

Quem precisa de jornal? - 26/04/2008 Who needs paper?

Já li numa entrevista que os cds iriam deixar de existir por causa do download em MP3. E uma empresa de TV a cabo, que deixou de produzir a programação em revista para informá-la diretamente na própria tela, me inspirou a escrever esse artigo.

Quem precisa de jornal ou revista de papel? Quem precisa ir até a banca e levar para casa um monte de papel, cheio de notícias das quais leremos apenas algumas páginas? Se hoje em dia temos tudo o que precisamos na internet, não há mais a necessidade de adquirir esse produto, esse é o fato. Todas as notícias, todas as curiosidades, tudo está disponível on-line, hoje em dia.

Algumas vezes vejo reportagens interessantes, em revistas muito interessantes, mas antes de comprar, pergunto: e se eu pesquisar sobre isso na internet? Et voialá! Lá está o tema interessante na internet, muitas vezes de forma ainda mais abrangente. E as reportagens de jornal? Para quê? Basta abrir a página principal de qualquer provedor e todas as notícias do dia estão estampadas ali. "Mas e aquelas pequenas curiosidades do dia-a-dia?", alguém pergunta. É verdade. Mas, por acaso, você saberá de todas as curiosidades? De que adianta comprar aquele ou esse jornal, se no fim você sempre estará deixando de fora o que os outros jornais dizem?

Não se deixe levar. Saiba daquilo que você quer saber. Deixe de lado todo o sensacionalismo barato e trágico que enche nossas manhãs todos os dias e busque apenas aquilo que você deseja. Isso o ajudará a filtrar o que irá colocar em sua mente, pois será inevitável ler sobre esta ou aquela tragédia, que em nada mudará sua vida, se ler e comprar um jornal ou revista. Particularmente, eu praticamente deixei de comprá-los e até assisto menos noticiários, e minha vida não mudou absolutamente nada. O que a vida do presidente americano ou a cotação do dólar irá mudar em minha vida?

A internet é um universo onde você pode escolher o que lê, o que ouve, o que vê. Num tempo onde ouvimos todos os dias que precisamos respeitar o meio ambiente, preservar a natureza, poupar recursos naturais, nada mais adequado do que isso. Está na hora de deixarmos de lado o status e nos preocuparmos com o que realmente importa. O hoje, o agora e o benefício futuro da humanidade e da Unidade.

Quanto ao fim definitivo do jornal, da revista, do CD, do livro, nisso eu não acredito. Eu mesmo gosto de ter o CD de meu artista preferido. E parece um paradoxo, com este artigo, mas de vez em quando ainda compro uma ou outra revista, desde que me seja muito especial; raramente, um jornal. Quanto aos livros, gosto de ler o impresso em papel. Adoro o volume do livro, o folhear das páginas e até mesmo o cheiro (cada louco com a sua mania).

Eu não sou contra a produção industrial e a utilização dos recursos, desde que feita com bom senso e cuidado com o mundo. Também não fico feliz quando empresas como o Grupo Los Angeles Times declaram falência. São nossos irmãos no mundo. Mas o fato é o seguinte: o mundo evolui. Tudo evolui. Quem não se adapta são aqueles que param no tempo e não enxergam as idéias novas porque se acomodam e também porque, antes de pensar no bem comum, pensam apenas no próprio umbigo.*

Mas como não sofrer as consequências ante a globalização digital? Quando tudo o que era necessário comprar está disponível gratuitamente na internet? Ora. O exemplo está exatamente aqui, aos olhos de você, que lê este artigo. O site STUM é um site 100% gratuito, mas que conseguiu, com muito esforço, diga-se de passagem, a sua subsistência. A partir daí, os grandes grupos que tirem suas idéias (como o Clube STUM, onde o usuário participa do site ativamente). Pois o tempo não pára e muito do que existe se perderá, ou virará lenda.*

Retomando o assunto e para encerrar este artigo, com a internet iremos reduzir incrivelmente a produção de todo esse lixo industrial e deixar o mundo respirar, a partir do momento em que escolhermos melhor o que consumimos e adquirirmos fisicamente somente aquilo que nos é extremamente necessário, caro e especial. O que você faz pode parecer pouco e pequeno, mas nunca será inútil. Um dia chegaremos lá.

Lis-Andros
 

* Hoje, 16/08/2009 (um ano e quatro meses após escrever este artigo) me peguei pensando sobre o assunto, e achei que havia sido muito duro ao escrevê-lo. Quis, inserindo estes parágrafos, deixar bem claro que não tenho nenhum preconceito e absolutamente nada contra os grandes meios de comunicação e produção de qualquer tipo de mídia. E tentar ainda, apresentar uma solução (das muitas existentes) para o problema. 

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