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domingo, 24 de outubro de 2010

Visão - Vision

Não abaixe muito a cabeça
Só vera o que está por baixo
Não a coloque muito acima
O brilho das estrelas
Entorpecerá os sentidos
Erga-a na direção
Da linha do horizonte
Ampliará a visão
Vislumbrará equilíbrio
Nos valores da vida
Faça do presente
Relíquia do passado
E o futuro será brilhante
A gente vale
Quanto pesa o coração


Tete Abbade
(É poetisa, nascida em Santa Cruz, iniciou a carreira literária aos 38 anos. Exerce suas atividades na UFRRJ)

Mãe Terra - Mother Earth

A Terra merece respeito. Muitas tradições e religiões consideram a Terra como uma extensão do sagrado feminino, como a própria Mãe do mundo. Para essas pessoas, tudo e todos merecem respeito, pois se fomos criados a imagem e semelhança de Deus/Deusa, temos a sentelha Divina em nós. E seu Deus/Deusa criou também o nosso planeta, nossa terra, não teria Ela um pouco de Deus? E sendo que Deus habita em tudo o que foi criado, todas as coisas merecem o respeito. Desde a menor pedrinha até o maior dos seres viventes.  Tudo o que existe faz parte do mundo. Se queremos respeitar e amar o próximo, devemos começar pela Terra, que abriga todas as formas de vida. Pois se uma pessoa é capaz de respeitar desde a pequena pedra  até o animalzinho, imagine o que não fará pelo ser humano? Somente quem respeita a Terra pode respeitar a vida. Somente quem respeita a vida pode respeitar a Terra.

(Escrito a pedido de minha sobrinha, para um trabalho escolar)
Lis-Andros

O QUE PRECISAMOS PARA VIVER - WHAT WE NEED TO LIVE

  
Aurio Corrá
Fui muito feliz ao conhecer um amigo no ano passado. Com ele aprendi algumas lições, mesmo sendo breve nossos contatos. Porém, a mais profunda aconteceu quando visitei o site de sua gravadora, onde encontrei um texto que explicava o que significava trilhar o caminho da música.
O autor destas palavras é o precursor da música new age no Brasil, o músico e compositor Aurio Corrá. Uma alma iluminada, que me passa muita paz só de pensar em sua pessoa. Abaixo o texto:
“A música me ensinou a ser perseverante, com dias, meses, anos de estudo. Esta prática me fez descobrir que precisamos de muito pouco para viver quando temos algo na vida que verdadeiramente amamos. Esta visão torna possível o enfraquecimento da competição social, e, por conseguinte, toda a minha ansiedade se desfez. Foi só neste estado que se abriram, de forma mágica, os meus caminhos da composição e criação”
O texto é curto e simples, porém sintetizou tudo, exatamente tudo o que eu penso sobre a nossa jornada rumo aos nossos sonhos. (Tenho outro amigo que me disse: "(Quando decidi seguir meus sonhos) passei a viver com pouco, cada dia tenho menos, e não tem me faltado nada". Quem sonha é um guerreiro e o guerreiro sonhador passa por todas as provações, todas as batalhas, pois sabe quão precioso é o sabor da liberdade e dos valores que realmente importam. E sabe que, por ele não estar competindo, ninguém pode competir com ele. 
O que precisamos para viver? Amor (pois Ele é tudo), um sonho, coragem para seguir o caminho e saber que a jornada  importa mais que o destino.
Conheça os Cd's de Aurio Corrá, clique aqui

Feliz dia Internacional da Mulher - Happy International Women's Day

Neste dia internacional da mulher, quero prestar a minha homenagem a todas as bruxinhas que foram e são incompreendidas através dos tempos.
 
Justamente por sua Sabedoria intuitiva, por colocar os sentimentos antes da razão, foram humilhadas no passado. Suas melhores idéias foram sepultadas por anos, injustamente. O homem criou uma sociedade patriarcal através da igreja, onde somente os homens poderiam responder pelo Senhor. Isso porque as mulheres embrenhavam-se nas florestas, reverenciando a Face Feminina de Deus, a Deusa, que vive nas árvores, nos rios, na Natureza. Foram então chamadas de bruxas, colocadas na fogueira, porque isso ameaçava a posição dos homens. A mulher foi colocada dentro de casa e seu dever era o de cuidar de seu lar e humilhar-se ao marido. Humilhar-se, eu disse? Justamente, era isso o que pregava a"lei", a mulher deveria subjugar-se, estar sempre um degrau abaixo  do homem.
 
Não houve pecado maior que o homem pudesse ter cometido. Todos aqueles que se consideravam servos do Senhor, matavam mulheres na fogueira, como se isso fosse algo divino...
 
Digo isso porque uma vez comentei o quanto muitas mulheres eram mais inteligentes que o homem, por seguirem o coração. E fui contrariado ao dizer isso.
- Mas me diga uma coisa - respondeu a pessoa. - O que as mulheres inventaram de importante?
E eu disse:
- Se a mulher foi sempre colocada como pano de fundo na história, se ninguém dava ouvidos a mulher, como ela poderia ter destacado a sua inteligência? Se a mulher dissesse que iria inventar a lâmpada, quem iria dar ouvidos, naquela época? Por causa da sociedade patriarcal, a mulher nunca teve o valor que mereceu.
 
Quero dizer que tenho admiração total e absoluta pelas mulheres. Meu respeito por aquelas que geram nossos filhos, que cuidam de nossa saúde, com aquele cházinho de ervas, herança das bruxas do passado (ah sim, vocês são todas bruxas, no sentido mais belo que a palavra realmente traz). Respeito as mulheres, porque são elas, com seu Amor, sua intuição feminina, sua Sabedoria e sensatez (que falta muito em muitos homens) que estão fazendo e trazendo uma revolução silenciosa no mundo. Que aos poucos, faz-se ouvir a Voz. O que homem tentou esconder retorna com força, de uma vez por todas. A mulher representa o lado mais belo e místico da humanidade.
 
Somos todos iguais, sempre seremos, um só, Deus e Deusa, Pai e Mãe, caminhando no mesmo passo e no mesmo Amor.

Meus parabéns. Vocês merecem!
Feliz dia Internacional da Mulher.

Lisandro

Fique Tranquilo - Stay Calm

No tempo em que trabalhava numa empresa, vivia preocupado em trabalhar rápido e agradar o meu chefe. Acabava ficando muito estressado com tudo isso, tentando parecer quem eu não era, por medo de perder o emprego. Até que, certo dia, perdi o medo e resolvi agir diferente.
  Já que eu estava procurando dar o melhor de mim, passei a pensar assim: dar o melhor de mim não significa ser o mais rápido ou o melhor, significa trabalhar no meu ritmo, com calma e atenção. Afinal, tentando fazer tudo depressa, eu estava contribuindo para a empresa, mas destruindo minha saúde - e como dizer então que estava dando o melhor de mim se eu estava me destruindo?
  Deixei de lado o medo, passei a trabalhar mais devagar, com calma, tranquilidade e serenidade. Às vezes um certo medo de perder o emprego ainda  me preocupava, mas não me dominava. Quando este temor se aproximava eu repetia: "tenha calma, fique tranqüilo, de realmente o melhor de si". Comecei a pensar que, se de repente eu fosse despedido, acabaria encontrando um outro serviço, até que alguém me aceitasse como eu realmente era: alguém que trabalhava tranqüilamente, sem tornar-se escravo do mundo e dessa correria louca que o maldito mercado impõe sobre todos nós. Perdi o medo, pois sei que alguém nesse mundo é capaz de valorizar uma pessoa que, antes de respeitar os outros, respeita primeiro a si mesmo.  


Lis-Andros

Paciência

Lenine

Composição: Lenine e Dudu Falcão
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não)

Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não...a vida não para)

Desde que não prejudique ninguém - Since it does not harm anyone

Quando meu trabalho com a música começou a atravessar uma fase difícil, fui obrigado a arrumar um emprego paralelo. Já no início foi necessário fazer muitas haoras extras, coisa que confesso, era um verdadeiro martírio para mim, já que todas as  outras atividades que possuía demorariam mais a se concretizarem, por falta de tempo. Resolvi fazer à Deus um pedido: que as horas extras acabassem, de vez, para que eu pudesse respirar um pouco.  Acontece que, logo depois disso, lembrei-me do único "dogma" da religião Wicca: faze o que quiseres, desde que não prejudique nada e nem ninguém.
  Percebi então que o meu pedido havia sido formulado de maneira errada. Se as horas extras parassem, poderia ser por falta de serviço, ou por uma estagnação do mesmo. Isso prejudicaria a empresa, já que atrapalharia seu crescimento. Tratei de reformular o pedido: desejei que as horas extras fossem se acabando conforme a quantidade de funcionários contratados para suprir o aumento do serviço. Resolvi ir um pouquinho além e também pedi que só aumentasse a quantidade de serviço conforme a valorização da empresa aos funcionários. Isso era uma coisa boa e justa.
  Mas somente um dos desejos se manifestou. A quantidade de serviço aumentou em muito, mas, ao invés de fazermos horas extras, podíamos sair em horário normal, graças a uma nova atitude dos diretores: o serviço extra era enviado para fora da firma, para as chamadas facções ( profissionais que não possuíam vínculo empregatício com a empresa ).
  Fiquei contente, pois, de uma forma produtiva, ambas as partes encontraram um meio saudável de se realizarem. Eu deixei de fazer as horas extras e a empresa conseguiu fechar muito mais contratos e cumprir a todos ( e a quantidade de funcionários também aumentou, de certa forma).
 
Lembrei-me nessa hora do mago Paulo Coelho, que dizia: "Cuidado com o que pedes em oração pois lhe será concedido". Acredito ser bom analisarmos muito bem todas as consequências de nossos desejos, para que eles não terminem prejudicando o mundo e as pessoas à nossa volta.

O Tempo Certo - The Right Time

O Tempo Certo

De uma coisa podemos ter certeza:
de nada adianta querer apressar as coisas.
Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.
Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo!
Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você
mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.
Mas alguém poderia dizer:  - Mas qual é esse tempo certo?
Bom, basta observar os sinais.

Geralmente quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo.

Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa!

Basta você acreditar que nada acontece por acaso!
E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas linhas.
Tente observar melhor o que está a sua volta.

Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda. Lembre-se que o universo, sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro.

Bom dia!!!


1861
Maktub
 publicação de www.paulocoelho.com

Não seja Apressado - Do not Be Hasty

Fonte:Revista do Clube Militar

Receba crítica com tranqüilidade e até com satisfação.
Nunca as considere como um ataque à sua pessoa,
mas como uma colaboração a seu desempenho.
Seja sempre positivo, a começar por seus pensamentos.
Viva em harmonia com a sua família.
Cultive as boas amizades.
Cante (mesmo mentalmente) prestando atenção à música ou à letra, para evitar que você divague ou se fixe em pensamentos perturbadores.
Dedique-se a um hobby, de preferência com trabalhos manuais.
Faça exercícios físicos: ginásticas, ioga, jogging, caminhadas.
Pratique algum esporte de sua preferência.
Eles deveriam tornar-se uma rotina em sua vida.
Pratique diariamente exercícios de controle de mente, medite e encontre-se com Deus no mais íntimo do seu ser.
Torne-se um bom administrador de sua vida.
Não dependa de outros.
Você é o único responsável por sua saúde física e mental.

Baixa Estima 30/12/2009 - Low Esteem


Antes de findar o ano, resolvi escrever este artigo, já que andei meio afastado. E trata das oportunidades que batem à nossa porta e deixamos passar - ou melhor, oportunidades que enxotamos de nossas vidas.
Quantas vezes alguém já lhe ofereceu uma oportunidade única e você recusou? E você lembra porque? Eu sim. Baixa estima.
No começo de minha carreira como músico new age, lembro de um amigo ter me oferecido uma parceria. Queria gravar um CD utilizando minhas músicas de fundo. Havia decidido até vender alguns bens para financiar o projeto. Como, por experiência, eu sabia que era difícil, tratei logo de avisar dos empecilhos, que talvez o retorno não fosse o esperado. Mesmo assim começamos o projeto, que devido às minhas dúvidas, acabou não sendo concretizado. Uma segunda vez, esse mesmo amigo queria utilizar minhas músicas como fundo para suas aulas. Eu perguntei se as músicas seriam adequadas, se não seriam agitadas demais ( mas isso não era ele quem decidiria?). Então, ele acabou não utilizando o trabalho. Ainda uma terceira vez, já nem me lembro direito o porquê, recusei uma  outra oportunidade, com esse mesmo amigo. Há um ditado que diz "Tudo o que acontece uma vez pode nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece uma segunda vez, provavelmente acontecerá uma terceira". E como o 3 é um número sagrado, que representa começo, meio e fim, concluí que ali terminaria todas as minhas chances.
E qual o motivo que nos leva a fazer coisas como essa? Ora, se temos uma baixa estima, é natural que quando estamos prestes a receber algo de grande valor, algo que mude nossa vida, a rejeitemos, como se algo nos dissesse "Isso é grande demais para você", ou "Não sei se mereço". Eu particularmente, devido a enfrentar coisas terrivelmente difíceis na vida, estava tão derrotado, tão acostumado a que tudo desse "errado", que automaticamente meu cérebro rejeitava também as coisas que dariam "certo". Como se eu levasse um susto diante de tamanho oportunidade. Como se eu estivesse gostando de sofrer, de ser diminuído pelas adversidades. E isso me mantinha inerte.
Não tenho como saber como seria minha vida se eu tivesse reagido de maneira positiva àquelas oportunidades que me apareceram. Neste fim de ano, deixo esta mensagem para que quem esteja numa situação complicada como a que eu passei, saiba identificar esse problema, a fim de dizer SIM a vida e começar tudo com o pé direito. Meditando sobre isso, só agora aprendi a lição e tenho certeza absoluta de que se a menor das oportunidades (oportunidades, não oportunismo) surgirem em minha vida a partir de agora, vou agarrá-las com todas as minhas forças, colocar um pensamento positivo e dizer sempre SIM! EU ACEITO! OBRIGADO, EU ACEITO DE CORAÇÃO!
Se você tem uma chance, não tenha medo, porque foram os deuses que a colocaram em seu caminho. Se dará certo ou não? 1°) Nós somos Guerreiros, e se não lutarmos para descobrir coisas como esta, não somos dignos de nossa espada e da luta. 2°) Se eu soubesse a resposta, não precisaria ter escrito este artigo. Só agora eu sei que o Universo coloca todas as coisas em seu devido lugar e faz valer aquele ditado simples, mas que possui um poder imenso e incalculável: O que tiver de ser, será!
Feliz 2010! (mesmo que seja apenas uma ilusão) 


Lis-Andros

O Místico que não Acreditava em Deus 22/08/2009 - The Mystical not believed in God

Este título é paradoxal mas combina bem comigo. Eu sempre fui muito cético. Sempre acreditei e duvidei de Deus ao mesmo tempo. Sei que muitas de minhas dúvidas e aflições provém disso. Mas nunca pude acreditar em alguém que nunca vi. Para mim, não é racional acreditar em algo sem ter provas disso.
 
Bem, para aqueles que começaram a ler e se escandalizaram com o texto, eu estou dando algo para você pensar, para mexer com a sua vida, para você mudar. Nós devemos sim, questionar. Já recebi inúmeras respostas de que não devemos questionar o criador. Mas que Deus é esse, que nunca dá as caras e quer que a gente acredite nele? Se Deus é cheio de Amor, com toda certeza compreende aqueles que duvidam d'Ele.

Sou fã de Tomé ( o "santo"). Ele era o questionador. E foi por isso que Jesus deve ter escolhido ele. Gostou do cara porque não era ingênuo. Não acreditava em tudo só porque alguém chegava e falava para ele. Ele queria provas. E quando Jesus lhe disse:
"Você creu porque me viu? Felizes são os que não viram, mas assim mesmo creram!", o disse na verdade, porque realmente é mais feliz a pessoa que consegue crer sem precisar ver nada, porque traz dentro dela aquela certeza, a intuição forte e certeira de que a Divindade chamada Deus, Pai e Mãe e seu mundo espiritual, existe. Tomé não era tão feliz, porque não trazia essa certeza dento de si. Mas era amado por Jesus, ainda mais do que os outros, porque Jesus o compreendia. Jesus sabia que ele sofria por não trazer a certeza intuitiva da existência do Invisível. E Jesus o chamou para segui-lo porque tinha compaixão dele, e o respeitava porque era necessário ter muita coragem para duvidar da existência de Deus, da vida eterna e viver com terror de que tudo um dia iria terminar, para sempre. Jesus admirava Tomé, porque não aceitava nada cegamente.
 
Não tenha medo. Se você questiona, questione ainda mais. A Biblia está cheia de alterações e contradições escritas pelos homens e por pessoas políticas. Isso é fato, comprovado historicamente (pesquise materiais imparciais sobre a Bíblia - não aquele escrito pelo padre acadêmico ou pelo pastor da igreja - e verá o que digo -  leia o livro "A Revelação dos Templários" - os caras são protestantes, mas imparciais). Toda parte que fala sobre danações, pecado, etc, foi criada para que as pessoas ficassem com medo e corressem logo para dentro da Igreja. Quando você lê na Bíblia que os incrédulos vão para o fogo do inferno, se parar só um pouquinho para pensar, vê nisso um ato de controle. Que deus cheio de Amor mandaria seu filho para o fogo do inferno? Que deus condenaria um filho que não acredita nele por nunca tê-lo visto, ou experimentado uma manifestação espiritual? Um Deus de verdade compreende. Um Deus de verdade diz: "Tu não credes em mim. E eu te dou razão. Nunca me viste pessoalmente. Apenas ouve aquilo que te falam sobre mim. E isso é uma experiência individual. Ninguém pode te obrigar a crer pela experiência pessoal que teve. Tu não credes, mas é melhor do que aqueles que fingem que crêem por ignorância e ingenuidade. Continua a me buscar. Pois foi para isto que te criei: para encontrar a verdade com tua própria inteligência e principalmente, para ser feliz. Por isso te digo: só a verdade vos libertará. E só o Amor conhece o que é verdade. Mesmo se não me encontrares, no Amor podes acreditar, mesmo sem vê-lo, pois sabes que ele existe, pois sente-o no coração. E talvez até considere que se Eu sou feito de Amor, como dizem, e se eu existo, então talvez tenha finalmente me encontrado também" (Poxa vida, este é o Deus no qual eu acredito. Que ama e que liberta, não que pune e castiga).
 
 Já cheguei a tentar ser ateu, mas não consegui. Porque eu sentia que faltava alguma coisa. Ser ateu é a coisa mais irracional que alguém pode conceber. Pois eles se consideram esclarecidos, mas não cogitam sequer a possibilidade de Deus existir. Num Universo infinito, cheio de possibilidades, cheio de fenômenos incríveis, não pode-se dizer simplesmente: Deus não existe. Considero que Deus não seja como pintou a Igreja ou determinadas religiões ou crenças, mas a existência de uma Energia, a Força Maior regendo tudo isso. Para uma pessoa esclarecida, essa possibilidade deve ser considerada e não negada totalmente, mediante tantas circunstâncias - pelo menos é isso o que eu acho (gostaria de deixar bem claro que eu admiro - e muito - os ateus).
 
Por isso eu sei que não sou ateu. Porque aceito a possibilidade de Deus. Até tive algumas experiências sobre isso. Certo dia pedi que Deus aparecesse para mim, para provar que existia. E tive um sonho onde uma mulher sofria, gritava e agonizava, porque havia pedido uma prova, e havia tido, havia visto, mas como ela não estava preparada, a Visão para ela foi aterrorizante. Ela implorava que não queria nunca mais ver aquilo. Mas era tarde. Ela havia ficado traumatizada. Não preparada para a Luz, tornou Deus um demônio e nunca mais iria querer vê-lo novamente. Outra vez fui conversar com meu pai sobre Deus. Ele teve um centro de Umbanda. E me disse que às vezes fazia coisas que jamais faria se não estivesse tomado por um espírito. Quando no dia em que foi socorrer meu tio, e pediu para que ele escarrasse no chão. Em seguida lambeu o escarro e o ingeriu, porque aquilo fazia parte do processo de diagnóstico do problema - dizia ele. "Isso é prova de que espíritos existem", me disse. "Meu filho, eu jamais faria uma coisa nojenta como aquela, se não tivesse sido possuído por um espírito, se estivesse em sã conciência! E eu não tinha bebido, nem tinha usado drogas, Aquilo aconteceu realmente". E eu acredito. Meu pai jamais mentiria para mim. Finalmente, o fenômeno mais forte foi quando num ritual aberto de um grupo Wicca, uma das das participantes, que praticava vampirismo (sim, vampiros existem e são pessoas que sugam nossa energia psíquica), nos atacou. Os rituais eram sempre muito bons, alegres, divertidos e saímos todos revigorados. Mas neste dia eu senti algo tão ruim, que desejei nunca mais participar, porque se fosse para ser sempre daquele jeito, eu não queria mais. Eu poderia julgar que eu havia passado por uma indisposição. Mas ao comentar com minha esposa, ela me revelou a identidade e intenção da mulher e me disse que havia se sentido mal também. Coincidência? Pois bem, sem comentar mais nada, com ninguém, outras pessoas foram pouco a pouco relatando o mal estar que sentiram neste ritual. Mais um tijolinho da muralha "intransponível" da fé havia ruído e eu passei a acreditar um pouco mais no mundo espiritual.
 
Eu adiei a escrever este artigo por muito tempo. Primeiro porque tinha medo de ser considerado um mentiroso, depois de tudo o que escrevi (mas seria realmente se não escrevesse este artigo logo). Segundo, porque tinha medo de ser mal compreendido. Mas, enfim, "só a verdade vos libertará". Eu sinto que tenho mais fé agora do que quando tinha medo de encarar a verdade. Uma nova fase começa hoje em minha vida. Pois é uma vida mais livre, de buscas e de aventura, de liberdade e de sinceridade, principalmente comigo mesmo. E sinto que o Amor, essa força maravilhosa, que existe e que eu estou sentindo neste momento, já me alcançou. Eu acredito no Amor. Eu acredito que esse deve ser o objetivo supremo de todo ser humano. Todas as religiões concordam que Deus é Amor. Então será que sou o mais crente dos crentes em Deus e ainda não sei? Por isso não me preocupo tanto com o que os outros vão pensar de mim a partir de agora. Se Deus é Amor, como todos dizem, ninguém pode me condenar, pois com toda certeza do mundo, mesmo com minhas dúvidas e meu ceticismo, eu encontrei meu Porto Seguro. Eu estou a salvo.
 
Lis-Andros

Desistindo de um Sonho 22/08/2009 - Giving up a dream

Foi um dia daqueles, em que você se pergunta se todas as coisas nas quais acredita valem mesmo a pena, se são verdadeiras, se vêm de dentro. É sempre importante rever seus valores, questionar, perguntar. Já me disseram que não se deve questionar demais. Eu não acho. Nunca me agradou o fato de se seguir um caminho cegamente. A razão e a intuição caminham juntas. Não dá pra negar.
 
Onze anos atrás descobri o caminho da música espiritual, ou música new age, como é mais "conhecida" (entre aspas porque pouca gente conhece este estilo). E desde então, fascinado pelo caminho da busca espiritual, lendo livros e tal, acreditei ser esta a minha senda. Iniciei minha jornada, disposto a enfrentar todos os obstáculos, consciente de que seria algo difícil, pois viver de música new age, no Brasil, seria uma tarefa quase impossível. Eu fiz até um juramento, de que nunca, jamais, desistiria.Acontece que eu não cumpri meu juramento. E também, até hoje, ainda não consegui sobrevier (financeiramente) somente desta arte.
 
Depois de um grande desânimo pela ausência de "sucesso", pela luta árdua que não me dava retorno algum, foram algumas perguntas básicas que me fizeram tomar esta decisão. Quem me disse que este é o caminho que devo seguir? Quem foi que me disse que essa era a minha Missão? Porque não posso quebrar meu juramento? Estou com medo de quem? De Deus? Mas Ele não é um pai amoroso? Porque teria medo? Pois bem, Ele nunca veio até mim e me disse 'Lisandro, a partir de agora, você vai ser músico new age. Essa é a sua Missão, vai ser difícil, mas nunca desista, ok?' Portanto, se Ele quiser que eu continue (pensava eu), Ele que venha até aqui e diga isso pessoalmente. Mas (que pena) Deus não veio. Minhas dúvidas continuaram. Por isso, cheio de dúvidas, cansaço e desânimo, eu desisti.
 
Neste exato momento, apesar de tudo estar estranho, uma maravilhosa sensação de liberdade tomou conta de mim. Ah, como foi bom abandonar tudo, esse peso, essa impressão de que a Divindade Criadora do Universo me cobrava para nunca desistir, para não abandonar minha missão! Eu estava livre. Poderia fazer o que quisesse, quando quisesse. Afinal, eu entendia finalmente que o meu destino era simplesmente ser feliz! Que somente quem é feliz pode escolher um caminho que lhe faça feliz. E que se nunca encontrar um caminho, nunca encontrar a Missão, que importa? Se eu fosse Deus (e de certa forma sou), o que eu acharia de mim, de minha decisão? Se Eu, como Deus todo Poderoso, não compareci perante meu filho para lhe dizer qual era a sua Missão, com toda certeza o que eu pensaria era o seguinte: "Eu desejo, meu amado e querido filho, como Pai e Mãe que Sou, que você seja muito, imensamente feliz em tua vida, e siga o Caminho que lhe traga essa respectiva felicidade". E o fato é o seguinte: quando se descobre isso, descobre-se também que você encontrou sua Missão ao encontrar aquilo que te faz feliz.
 
E assim, caminhando livre, sem ser pressionado por um suposto sonho que a Divindade havia designado para mim, eu percebi que não deveria abandonar tudo. Mas simplesmente abandonar o sofrimento, a obrigação, a dor, a escravidão. Eu não precisava gravar músicas por ser obrigado, nem ficar horas e horas tentando descobrir um meio de obter "sucesso", fazendo propagandas, divulgando. Não precisava ficar frustrado por que tantas pessoas "conseguiam" e só eu "fracassava". Deveria caminhar mais leve. Eu poderia fazer o que eu desejasse, na hora em que eu desejasse, porque eu seguia um caminho de liberdade e de felicidade, e não de sofrimento. Onde eu poderia fazer pelo prazer e não para obter. Um Caminho por onde, ao invés de resmungar contra as pedras e espinhos do caminho, eu poderia caminhar desfrutando, vivendo, apreciando as flores, árvores, os riachos, respirando o ar puro e admirando a natureza. Esse é o sentido da vida e do caminhar. Porque na vida nunca se chega, na vida existe apenas a viagem. E o verdadeiro sucesso é ser feliz fazendo o que se gosta e deseja.
 
Eu sei que fui abençoado com um Dom (todo mundo é). Não é à toa, não por coincidência que eu sei o que sei e faço o que faço. Enfim, eu não desisto realmente de meus sonhos, pois meu trabalho faz sentido pra mim. Se é ou não a minha Missão, não me cabe no momento saber. Tudo que sei é que isso pode ajudar e mudar a vida das pessoas, trazendo-lhes paz, orientação, calma e Amor. E finalizo isso com a resposta que encontrei num poema encontrado na internet:

Desistir... (Autor desconhecido)

Desisto de tudo aquilo que me faz sofrer
De tudo que me tira do foco, me desvia do alvo
Desisto de insistir em erros e acertos
Desisto da culpa que aflige a alma e maltrata o coração
Desisto de sentimentos não correspondidos
Desisto do sofrimento
Desisto da angústia
Desisto de tudo... de tudo não!
Nunca desistirei de ver os sonhos de Deus se realizando em minha vida
Nunca desistirei da felicidade
E nunca, nunca desistirei da eternidade.
 
Lis-Andros

Raul Seixas Gospel (letra) Música Inédita

Que susto. Raul Seixas não era nem nunca foi evangélico (graças aos deuses). Mas compôs com Paulo Coelho, uma música chamada "gospel". Ela permaneceu todo esse tempo aguardando tecnologia para poder ser restaurada. A voz, cheia de chiados e desafinada, passou por um "filtro" e um novo arranjo foi feito, com a participação do roqueiro Frejat. A nova canção será lançada num especial de 20 anos de sua partida. Espera-se que seja disponibilizada para download em MP3. Abaixo segue a letra da canção.
 

Gospel (Raul Seixas/Paulo Coelho)

Composição: Raul Seixas
Por que que o sol nasceu de novo e não amanheceu?
Por que que tanta honestidade no espaço se perdeu?
Por que que Cristo não desceu lá do céu e o veneno só tem gosto de mel?
Por que que a água não matou a sede de quem bebeu?

Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho caneta e não consigo escrever? (escrever)

Por que que existem as canções e ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
Por que que aquele que você quer tão bem já tem sempre ao seu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre, sempre a perguntar? (perguntar)

Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que tenho caneta e não consigo escrever? (escrever)

Por que que existem as canções e ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
Por que que sempre aquele que (você) quer tão bem já tem sempre ao seu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre sempre a perguntar? (perguntar)

sábado, 23 de outubro de 2010

Adeus a Michael Jackson - Goodbye Michael Jackson

Eu nunca fui fã de Michael Jackson. Mas me lembro que ele marcou minha juventude e minha infância. E não só a minha. É muito raro quem nunca tenho ouvido falar de Michael Jackson. Duvido que alguém, na época de seu auge e que simpatizava com suas músicas, nunca tenha tentado imitar pelo menos um de seus passinhos (eu tentei). Apesar de não ser fã eu o admirava. Ele foi um ícone, um verdadeiro e completo artista. E como artista, ele realmente foi perfeito.
 
Mas o motivo de escrever este texto, não se trata somente do adeus a ele, mas a muitos outros ídolos  que marcaram a história e que fizeram o mundo inteiro se emocionar. Outro exemplo bem claro disso foi a despedida de Ayrton Senna.
 
O que acontece com o mundo quando uma pessoa dessas vai embora? Que efeito essa egrégora de sentimentos causa na humanidade? E porque uma única pessoa consegue deixar uma marca tão grande por onde passa? São pessoas carismáticas, com um Dom e uma Missão. Eu acredito que tudo tem uma finalidade e um sentido. Que talvez nós recebamos uma oportunidade de mudar algo que fizemos errado numa outra vida, ou a de continuar algo bom que já tínhamos feito. Talvez tenhamos sido predestinados com essa chance de alcançar um grande número de pessoas para podermos mudar o mundo de forma mais abrangente.

Sendo assim, acredito que esse momento seja de reflexão, para todos nós. Vamos deixar essa atmosfera de despedida, que afeta a todos (mesmo que alguns não admitam, mesmo aqueles que não eram fãs ou não gostavam do artista), vamos fazer isso nos deixar pensar neste assunto: muitas vezes recebemos uma grande oportunidade e temos a chance de realizar grandes coisas pelo mundo. Mas será que estamos fazendo isso? Eu acredito que muitas personalidades ilustres, em certa parte do caminho, se desviam da rota original e se perdem do plano principal. E não importa se você é famoso ou não. Não há diferença entre um camponês pacífico e uma grande celebridade - qualquer um dos dois é capaz de trazer a paz ou o desespero ao mundo, se assim desejar (eu não estou querendo dizer que Michael Jackson se desviou do caminho. Eu nem conheço a vida dele e as poucas baboseiras que passam na TV, sensacionalismo barato, não são capazes de nublar minha visão - "Deixa o cara viver a vida dele", era o que eu dizia. Longe de mim criticar o artista, principalmente por não o conhecer de verdade. Apenas estou citando o caso como tema deste pequeno texto). Finalmente, seria muito importante que você aproveitasse esse momento para pensar no que faz de sua vida. O que você é, ou o que vai ser, não importa. Mas um dia, quando o Grande Trem da Vida vier lhe buscar para a viagem entre os mundos, lembre-se de que muitas pessoas irão sentir sua falta e lembrarão de você para sempre. E que o importa não é aquilo que você levará do mundo com você, mas aquilo que deixará de você para o mundo e para todas essas pessoas. 

Lis-Andros

Abandonando os Velhos Padrões - Abandoning the Old Standards


É engraçado como a gente acha que abandonou os velhos padrões da vida e se engana. Eu sempre procurei deixar claro para as pessoas que não vivo em função do ego e do materialismo e isso acabava me forçando a tentar mostrar que eu era uma pessoa humilde. Quando comprava algo novo dizia algo do tipo: "Tive que parcelar isso", "Mas saiu barato", etc. A ficha caiu quando comprei há algum tempo atrás o meu primeiro automóvel. Eu reparava como as pessoas que estavam longe da Unidade mudavam após fazer essa aquisição. Geralmente deixavam de cumprimentar os conhecidos, ficavam mais altivas, como se o automóvel fosse uma extensão do que elas eram. Pois eu decidi que jamais agiria assim. Seria, obviamente, a mesma pessoa, pois sabia que não havia motivo para mudar. Um carro é apenas um carro. Coisas materiais são apenas coisas materiais. Eu precisava mostrar que eu continuava sendo humilde, como sempre.
 
Nos primeiros dias, passei a cumprimentar as pessoas da vizinhança como sempre fazia quando passava por elas a pé ou de bicicleta. Mas olhem que coisa engraçada: a maioria das pessoas virava o rosto, ou não me cumprimentava. Alguns, obviamente, me achando uma pessoa "metida". Tratei logo de colocar os ensinamentos do guia em ação. Aceitei o que as pessoas pensavam de mim, deixei fluir e lembrei-me de uma frase de Leonardo Boff: "O sábio vê além das aparências e não tem ilusões, tem intuições certeiras". As pessoas geralmente não vêem isso, afinal, muitas delas estão adormecidas, ainda caminhando rumo à unidade. Também me lembrei de uma frase de JFK, que recebi num informativo do STUM: "Não conheço nenhuma fórmula infalível para obter o sucesso, mas conheço uma forma infalível de fracassar: tentar agradar a todos".

Tudo isso me fez ficar farto e chegar a uma conclusão simples que colocou minha vida numa nova fase, me libertando de vez. Eu achava que precisava agradar a Deus, mas na verdade estava sendo julgado por meus demônios pessoais. E foi então que a resposta chegou: Eu não tenho que tentar mostrar a todos que sou humilde, que sou simples. Se EU SOU o que EU SOU, tudo já está resolvido! Nosso próprio modo de vida nos faz manifestar isso. EU ESTAVA VIVENDO UMA FALSA HUMILDADE. Sim, porque quando queremos mostrar o quanto somos humildes, estamos sendo demagogos e pretensiosos. E mais, as pessoas que pensem de mim o que quiserem! Se elas querem acreditar que eu sou aquilo que possuo e terem seus egos abalados, se elas querem mesmo acreditar que nós somos nossos carros, nossas casas, as roupas que vestimos, então elas que pensem assim, não há o que se possa fazer. O Amor que sinto por elas será sempre o mesmo. Eu sei o que e quem eu sou e nunca mais vou deixar o que os outros pensam influenciar minha vida. Pois sempre que alguém formula algum tipo de pensamento ou crítica (boa ou má) sobre sua pessoa, isso deve ter conseqüências somente para ela, e não para você. É ela quem deve trabalhar essas emoções em busca do seu Verdadeiro Eu. Se uma pessoa diz que você é arrogante, porque vai se zangar? Você não sabe o que você é de verdade? Isso não é suficiente para você?

Chega de viver as emoções dos outros. Se elas ficam zangadas, se sentem seus egos ameaçados, se querem que a gente mude por sua causa, se nos insultam e ficam nervosas, isso ficará somente para elas. Eu, sinceramente, me cansei disso tudo e recuperei com essa atitude, graças aos deuses, essa parte da minha auto-estima, a tanto tempo perdida.  

EU SOU o que EU SOU. É isso o que todos terão de mim, agora e sempre, independentemente do que pensem a meu respeito quando se depararem as ilusões aparentes. Que assim seja e assim se faça.  
 
Lis-Andros

René Magritte, Golconda, 1953


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«Há aqui uma multidão de homens, homens diferentes. Quando pensamos numa multidão, contudo, não pensamos num indivíduo; do mesmo modo, estes homens estão vestidos de igual, tão simplesmente quanto possível, para sugerirem uma multidão... Golconda foi uma rica cidade da Índia, uma maravilha... Acho uma maravilha poder caminhar pelo céu na terra. Por outro lado, o chapéu de coco não constitui surpresa - é um artigo de complemento, nada original.O homem de chapéu de coco é o Sr. Normal, no seu anonimato. Eu também uso um; não tenho vontade de me destacar das massas.
A pintura de Magritte tem o singular desígnio de transportar o observador para um universo simultaneamente poético e filosófico, com todos os ingredientes de inquietação presentes nas referidas áreas da arte humana. Digo arte, sim, e não estou de modo nenhum distraída, porque quer a poesia quer a filosofia resistem ao tempo, na exacta medida em que lhes é inerente a capacidade de recriação contínua a que a pintura dá a possibilidade por inteiro. Portanto, tudo o que é técnica na poesia, na pintura, na filosofia representa somente o meio de passar para lá de todas as tentativas lógicas de conceptualização e de rigor, e de permanecer continuamente no universo puro da abstracção original onde a metafísica se ergue, qual fortaleza etérea, sempre presente, e contudo logo esfumada, quando uma mão sôfrega pretende apossar-se dela e fazê-la sua.
          Que pode haver de comum entre Golconda, a cidade-fortaleza arruinada da Índia e o quadro Golconda de René Magritte? Provavelmente apenas a palavra «maravilha» que o pintor associa à cidade arruinada e à possibilidade de caminhar pelo céu na terra, e a expressão poética sugerida pelos homens comuns e contudo portadores de uma singularidade que o banal chapéu de coco reduz à unidade.Provavelmente apenas a ideia poética associada à cidade lendária, rica de tesouros e de história, e ao homem, revestido por uma carapaça que o  reduz à designação de Sr. Normal e no entanto o destaca pela diferença, se acaso pudermos ver para além dos fatos iguais e da postura idêntica e estática.
 
Fonte: http://girena.spaces.live.com/blog/cns!56B60F8FCF529A65!2109.entry
 
O período mais infeliz de minha vida foi quando, num tempo de dificuldade financeira, me vi obrigado a retornar ao primeiro emprego de minha vida. Foi numa pequena fábrica de bolsas, agora ampliada, que me vi numa espécie de prisão. No início achei que iria me adaptar, mas foi uma mera ilusão. Passado algum tempo,descobri simplesmente que odiava o antigo/novo emprego. O resultado foi, que depois de 2 anos, me vi estressado, quase sofrendo um ataque cardíaco - aos 28 anos de idade - e sem tempo para realizar aquilo que mais gostava: ser músico. O pouco tempo que dispunha era um final de sábado, quando não era obrigado a cumprir outras obrigações. Quando ao meu livro, tinha de escrevê-lo no ônibus, ou nos 20 minutos restantes do almoço. Parei para pensar e percebi que o tempo estava passando e meus sonhos, a coisa mais importante para mim, estavam ficando para trás. Aquilo que eu mais gostava de fazer era o que menos tinha tempo para fazer. Terminei abandonando tudo, passei a ser dono de um pequeno negócio próprio, que ainda não era o que gostava, mais me dava mais tempo para fazer o que queria.
Passado os anos de tristeza, passei a analisar o duro sistema de produção das fábricas. A mão de obra especializada, na minha opinião,  trata-se na verdade de um trabalho escravo especializado. Com a indústria crescendo cada vez mais, cresce mais ainda a disputa, a competição e os valores mais importantes são deixados para trás. Vejamos dessa maneira: a empresa 1 achou que a empresa 2 ofereceu risco em determinado momento. Então despediu alguns funcionários, que trabalhavam "devagar" e produziam apenas 50 peças por dia. Contratou outros, com uma nova meta de produção de 100 peças. Também trocou a matéria prima com redução de 50% do valor. O resultado foi que o produto ficou 50% mais barato e assim, a empresa 1 conseguiu mais clientes que a empresa 2.
Que bom.
Seria bom, se não fosse trágico. Todos os funcionários antigos, que antes trabalhavam tranquilamente, no seu ritmo, arrumaram novo emprego, agora temendo serem mandados embora, passaram a acelerar seu ritmo de produção feito loucos - não podiam ser mandados embora, não de novo. Os funcionários novos, da empresa 1, também tiveram que manter o novo ritmo, mesmo sabendo que era quase impossível produzir tantas peças diariamente, pois na empresa anterior não era desse modo. Insatisfação, frustração, e a sensação de que suas almas desapareciam lentamente. Era isso o que sentiam. Quanto a nova matéria prima, sem a qualidade anterior, não duraria tanto quanto deveria. Mas não importa. O importante hoje em dia, pensava a empresa, era a produção e rendimento. Era até melhor, pois as pessoas precisariam comprar o produto novamente, em breve. Falta de respeito com o próximo, dar o pior de si ao mundo, importar-se apenas consigo mesmo. Era isso o que os donos da empresa faziam.
E assim esse ritmo frenético segue. Cada vez mais, lixo industrial é produzido, para ser descartado em breve, sugando de forma absurda os recursos naturais. Cada vez mais essa disputa gananciosa faz os preços baixarem, o consumo aumentar, juntamente com um aumento de trabalho para a mão de obra produtiva. E essas pessoas, essas pequenas pessoas, meras peças do mecanismo das empresas, são obrigadas a perder a própria vida em prol de um capricho barato. Menos pessoas contratadas e as poucas que restam tem de fazer o trabalho da maioria dispensada. É um fardo que o mundo poderia deixar de carregar...
Quando as empresas e empregadores valorizarem o ser, e verem o trabalho como uma expressão e forma de Arte, tudo poderá mudar. Quando investirem mais na qualidade do produto comercializado e na qualidade de vida de seus empregados (hoje escravos),  verão como o Verdadeiro crescimento acontece. Quando oferecemos às pessoas ao nosso redor somente o melhor, assim o melhor se manifesta em nós. Não financeiramente falando, mas de um modo que nos traga satisfação pessoal. Uma divisão melhor do que colhemos e plantamos com as pessoas que colaboram conosco, funcionários ou clientes, não importa. Tudo é uma coisa só!
Retornando ao assunto de quando saí da fábrica, descobri que, na verdade, o errado era eu. Porque quando fazemos aquilo que não queremos, que não gostamos, o resultado só pode ser a dor. Para quem gostava de costurar naquele empresa, com certeza era feliz, mesmo com o baixo salário, mesmo sendo obrigado a trabalhar num ritmo alucinado, mesmo sendo um mero objeto de produção industrial. Com toda a certeza, eu ficaria feliz se pudesse, nesse exato momento, viver somente da arte que tanto adoro. E não me importaria que o salário fosse pouco. Eu estaria fazendo o que mais gosto no mundo e isso seria a minha fonte de alegria e vida. Mas me importaria se me exigissem mais do que poderia oferecer, se me tratassem como um mero objeto, se quisessem fazer com que eu perdesse minha alma e a minha identidade.
Foi por isso que passei a trabalhar naquela fabrica em meu próprio ritmo. Sem me importar com os prazos, com gerentes me cobrando, com a produção que precisava ser cumprida (afinal, eles querem sempre mais...) Eu decidi que iria abandonar o sistema e passei a me importar mais comigo mesmo. Que eu deveria dar o melhor de mim para a empresa, como eles costumavam dizer, mas eu descobri que o melhor de mim era trabalhar no meu ritmo, sem me matar pela empresa.  Trabalhando dessa forma, meu serviço possuía mais qualidade, e eu colocava amor no que fazia, pensando nas pessoas que iriam consumir aquele produto. Elas teriam o melhor, simplesmente o melhor de mim, naquele objeto... E o ambiente a minha volta até que melhorou, porque tudo passou a ser mais amigável. E se a empresa achasse ruim (como acabou achando mesmo) poderia me mandar embora. Por um acaso eu não teria, se quisesse, a capacidade de encontrar outro trabalho? Será que o mercado lá fora estava tão difícil como eles viviam dizendo? "Veja bem, valorize nossa empresa, talvez você não consiga algo melhor lá fora..." Era o que faltava, pensava eu. Além de tudo, pensam que estão fazendo um favor nos mantendo empregados e escravizados. Mas, é claro que eu conseguiria outro emprego. E ficaria rodando de fábrica em fábrica, até encontrar aquele que me aceitasse como eu era e valorizasse o meu modo honesto de trabalho, com meu ritmo certo e tranqüilo de fazer as coisas, sem perder minha alma. Uma hora alguém iria me aceitar assim. As pessoas me falavam "Mas alguns tem família. O que diremos aos nossos filhos?". "Vocês passarão dificuldade, mas uma hora irão conseguir e mostrarão a seus filhos como não se render ao sistema. Mostrarão o eles o verdadeiro valor da liberdade", dizia eu. Por fim, não fui mandado embora, mas isso estava prestes a acontecer, depois de várias "conversas" com o supervisor. Terminei pedindo a conta e caí fora do sistema. A sensação ao deixar a fábrica, foi a de estar saindo de uma prisão.
Parece ingênuo o que vou dizer agora, mas funciona: Empresas, valorizem seus funcionários, tratem-nos como gostariam de ser tratados. Um salário honesto, participação nos lucros, prêmios, alguns minutos de descanso a mais (algumas empresas já dispõe a seus colaboradores 15 minutos de massagem, salas de leitura, karaokê, shiatsu, tai chi chuan, exercícios), uma folga inesperada, um prêmio inesperado.
Eu me lembro do cara que, quando possuía uma pequena fabriqueta no fundo do quintal, na sexta feira à tarde saía com seus únicos 3 empregados e pagava-lhes um lanche e um refrigerante para cada um. Mas, depois que a empresa cresceu, se pudesse tirava os benefícios que fossem possíveis. Outro possuía uma revista mafiosa, onde dizia que quanto mais maltratados forem os funcionários, mais eles irão valorizar a empresa e mais ele irá ganhar dinheiro. Outro dizia que muitos benefícios fazem com que os funcionários se aproveitem do patrão (mas por acaso não existe algo chamado demissão, ao invés de maltrato e controle? Não seria assim que se deveria fazer para manter os bons e retirar os maus funcionários?) 
Ninguém fica pobre sendo generoso. Ninguém perde tudo dando um dia de folga num momento de baixa produção da empresa. Ninguém vai à falência dando uma rosa às mulheres no dia Internacional da Mulher, os parabéns, um dia de folga e um presente ao aniversariante do dia, um elogio ao invés de cobrança àquele que se destacou, um presente ou uma gratificação a todos quando a produção aumenta. Enfim, ninguém perde o que conquistou quando trata seus empregados como verdadeiros amigos e não como simples engrenagens de uma complexo mecanismo, que podem ser substituídas a qualquer momento.
 
Lis-Andros

Caminho Mental - 02/07/2008 Mental Way

Quando minha esposa cursava sua faculdade de bioterapia, me contou de um exercício interessante, baseado numa técnica chamada caminho neural, mas que eu prefiro chamar de "Caminho Mental".
Trata-se do seguinte: sempre que você estiver feliz, ou mais feliz mais do que o habitual, ouça, por exemplo, um CD que goste muito. Sempre que estiver nesse estado, repita o processo e ouça o CD. Ouça sempre o mesmo álbum até cansar de ouví-lo. Depois disso guarde-o por um bom tempo, mais ou menos um ano. Quando se sentir infeliz, frustrado, triste, pegue o CD e ouça-o novamente. Sua mente irá realizar uma ligação entre o momento feliz que teve outrora através deste CD e lhe trará uma maravilhosa sensação de bem estar. Experimente. Se você tiver dúvidas quanto a isso, pense: por um  acaso você já não ouviu um LP, uma fita cassete, ou até mesmo um Cd antigo, que há tempos estava guardado? Qual foi a sensação? Não foi boa? Sendo assim, o processo é o mesmo, mas que tal intensificá-lo e realizá-lo, desta vez, com plena consciência? Vale a pena tentar!
Você pode realizar este exercício com variáveis: um alimento, um bom DVD, um perfume, um livro... Use sua imaginação e crie um caminho mental!

Quem precisa de jornal? - 26/04/2008 Who needs paper?

Já li numa entrevista que os cds iriam deixar de existir por causa do download em MP3. E uma empresa de TV a cabo, que deixou de produzir a programação em revista para informá-la diretamente na própria tela, me inspirou a escrever esse artigo.

Quem precisa de jornal ou revista de papel? Quem precisa ir até a banca e levar para casa um monte de papel, cheio de notícias das quais leremos apenas algumas páginas? Se hoje em dia temos tudo o que precisamos na internet, não há mais a necessidade de adquirir esse produto, esse é o fato. Todas as notícias, todas as curiosidades, tudo está disponível on-line, hoje em dia.

Algumas vezes vejo reportagens interessantes, em revistas muito interessantes, mas antes de comprar, pergunto: e se eu pesquisar sobre isso na internet? Et voialá! Lá está o tema interessante na internet, muitas vezes de forma ainda mais abrangente. E as reportagens de jornal? Para quê? Basta abrir a página principal de qualquer provedor e todas as notícias do dia estão estampadas ali. "Mas e aquelas pequenas curiosidades do dia-a-dia?", alguém pergunta. É verdade. Mas, por acaso, você saberá de todas as curiosidades? De que adianta comprar aquele ou esse jornal, se no fim você sempre estará deixando de fora o que os outros jornais dizem?

Não se deixe levar. Saiba daquilo que você quer saber. Deixe de lado todo o sensacionalismo barato e trágico que enche nossas manhãs todos os dias e busque apenas aquilo que você deseja. Isso o ajudará a filtrar o que irá colocar em sua mente, pois será inevitável ler sobre esta ou aquela tragédia, que em nada mudará sua vida, se ler e comprar um jornal ou revista. Particularmente, eu praticamente deixei de comprá-los e até assisto menos noticiários, e minha vida não mudou absolutamente nada. O que a vida do presidente americano ou a cotação do dólar irá mudar em minha vida?

A internet é um universo onde você pode escolher o que lê, o que ouve, o que vê. Num tempo onde ouvimos todos os dias que precisamos respeitar o meio ambiente, preservar a natureza, poupar recursos naturais, nada mais adequado do que isso. Está na hora de deixarmos de lado o status e nos preocuparmos com o que realmente importa. O hoje, o agora e o benefício futuro da humanidade e da Unidade.

Quanto ao fim definitivo do jornal, da revista, do CD, do livro, nisso eu não acredito. Eu mesmo gosto de ter o CD de meu artista preferido. E parece um paradoxo, com este artigo, mas de vez em quando ainda compro uma ou outra revista, desde que me seja muito especial; raramente, um jornal. Quanto aos livros, gosto de ler o impresso em papel. Adoro o volume do livro, o folhear das páginas e até mesmo o cheiro (cada louco com a sua mania).

Eu não sou contra a produção industrial e a utilização dos recursos, desde que feita com bom senso e cuidado com o mundo. Também não fico feliz quando empresas como o Grupo Los Angeles Times declaram falência. São nossos irmãos no mundo. Mas o fato é o seguinte: o mundo evolui. Tudo evolui. Quem não se adapta são aqueles que param no tempo e não enxergam as idéias novas porque se acomodam e também porque, antes de pensar no bem comum, pensam apenas no próprio umbigo.*

Mas como não sofrer as consequências ante a globalização digital? Quando tudo o que era necessário comprar está disponível gratuitamente na internet? Ora. O exemplo está exatamente aqui, aos olhos de você, que lê este artigo. O site STUM é um site 100% gratuito, mas que conseguiu, com muito esforço, diga-se de passagem, a sua subsistência. A partir daí, os grandes grupos que tirem suas idéias (como o Clube STUM, onde o usuário participa do site ativamente). Pois o tempo não pára e muito do que existe se perderá, ou virará lenda.*

Retomando o assunto e para encerrar este artigo, com a internet iremos reduzir incrivelmente a produção de todo esse lixo industrial e deixar o mundo respirar, a partir do momento em que escolhermos melhor o que consumimos e adquirirmos fisicamente somente aquilo que nos é extremamente necessário, caro e especial. O que você faz pode parecer pouco e pequeno, mas nunca será inútil. Um dia chegaremos lá.

Lis-Andros
 

* Hoje, 16/08/2009 (um ano e quatro meses após escrever este artigo) me peguei pensando sobre o assunto, e achei que havia sido muito duro ao escrevê-lo. Quis, inserindo estes parágrafos, deixar bem claro que não tenho nenhum preconceito e absolutamente nada contra os grandes meios de comunicação e produção de qualquer tipo de mídia. E tentar ainda, apresentar uma solução (das muitas existentes) para o problema. 

Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo. 03/05/2008 - Be yourself, but not always the same.

É uma frase de Gabriel O Pensador. Adotei-a como título deste texto após meditar sobre uma descoberta que me manteve acorrentado durante 9 anos!
Tudo começou quando conheci a música e a filosofia New Age. Inspirado pela maravilhosa e alternativa música, acabei descobrindo que esse era o caminho que deveria seguir. Junto disso me veio a Sabedoria da Nova Era, que falava de mansidão, verdade, paz e Amor. Não sei por qual motivo me deixei levar e cegar por um erro fatal e que acredito, muitos cometem - eu achei que deveria ser como um santo. Achei que seguir um caminho de paz, bondade e Amor, era o mesmo que adotar um comportamento com o qual eu achava adequado caminhar. Mais ou menos como viver da mesma maneira que os grandes mestres do passado fizeram: Jesus, Buda, Ghandi... E caí na pior das armadilhas que alguém, que segue um caminho espiritual poderia ter caído: viver um personagem. Eu acreditava que deveria viver como uma pessoa mansa, como uma pessoa calma, como uma pessoa ponderada, e não percebi que com isso eu estava acabando com a minha própria personalidade, com a minha própria vida. Sim, porque eu acreditava que deveria agradar o mundo e as pessoas com as quais convivia. Que eu deveria fazer de tudo para que isso acontecesse - mas eu estava errado. Percebi que isso me fazia viver e me comportar de maneira diferente com as pessoas "comuns" e com as "espiritualmente desenvolvidas". Tratava cada uma dessas pessoas conforme a filosofia exigia. Insatisfação, vazio, depressão, doença: esse foi o resultado final de haver vivido um personagem por tanto tempo. Esse foi o preço que a vida cobrou. Vida que eu não havia vivido plenamente durante 9 anos!!!
Passei a suspeitar e culpar as situações à minha volta - alguns trabalhos que não condiziam com o que eu desejava, meu casamento (eu acreditava ser essa a minha prisão) e até mesmo meu trabalho musical, que tanto adoro, mas que acreditei ser a causa de todos os meus problemas (era esse mesmo o meu caminho?). 
Passei a me perguntar o que havia de errado, mas a resposta nunca vinha. Sabia que não estava sendo eu plenamente, mas como mudar? Precisava tomar uma decisão e uma atitude, pois, depois de tanto tempo, isso acabaria tendo um preço ainda maior, mais cedo ou mais tarde. E quando descobri, que estava vivendo um personagem, encontrei a resposta. E essa resposta derrubou todos os grilhões e um novo mundo se abriu diante dos meus olhos, com uma verdade absurdamente simples: eu deveria simplesmente viver o meu caminho espiritual, com todas as leis de respeito e Amor, mas sem jamais ter deixado de ser quem eu era! Sem querer me mostrar ao mundo como um santo, um mártir. Sem querer ser alguém que eu não era de verdade. Sendo exatamente quem eu sou, mas com uma nova filosofia. E isso foi tudo o que precisei descobrir. Com todo respeito (e não me interpretem mal), eu me sentia como uma pessoa que, não gostando de ir a igreja, o fazia por obrigação, pois achava que para ser bondoso, precisava fazer isso. Até que certo dia ela percebe que ao invés de agradar a quem mais precisava, estava tentando, na verdade, agradar aos outros. E que a bondade que tanto procurava estava, na verdade, além das aparências, além das ilusões.
As portas se abriram, caminhei para fora e a luz me cegou por um instante. Sorri, admirei o novo mundo que se estendia diante de mim e fiquei feliz, por estar vivendo uma nova consciência, uma nova/velha vida, por estar respeitando e amando as pessoas, mas sendo exatamente a mesma pessoa que sempre fora há tempos atrás. A crise de existência, depressão e falta de sentido foram embora, junto com falsa vida que vivia.
Preste atenção e veja se você também não está vivendo o seu personagem pessoal. Afinal, existe uma grande diferença entre fingir, tentar e ser.
Lis-Andros.





Imprimir sem papel e sem impressora - 14/04/2008 - Print printer without media

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